“A tecnologia é somente uma ferramenta no que se refere a motivar as crianças e conseguir que trabalhem juntas, um professor é o recurso mais importante.” Bill Gates

O ensino a distância já é uma realidade em muitas universidades, mas, na educação básica a modalidade gera controvérsias entre gestores e educadores ao redor do mundo. É fato que o sistema de ensino, como o conhecíamos, passou por transformações, e a comunidade escolar demanda cada vez mais conectividade no dia a dia. Contudo, mesmo com todo avanço tecnológico, jamais podemos esquecer a educação presencial. Ela faz parte da jornada educacional dos indivíduos. Sabemos também que determinados cursos ainda não possuem a tecnologia adequada para serem ministrados à distância. E a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) é bem clara nos artigos 32 (§ 4º), 36 (§ 11), 47 (§ 3º), 80 e 87 (§ 3º), que definem as bases a serem adotadas que nortearão as políticas de ensino a distância. Então, por que investir tempo e recursos na EAD?

Antes de respondermos a esta questão, vejamos alguns dados interessantes extraídos do Relatório analítico da aprendizagem a distância no Brasil – CENSO 2018 EAD.BR. É indiscutível que a EAD já é uma realidade no Brasil e também que as novas tecnologias estão preenchendo lacunas e promovendo a inclusão. Cerca de 1,5 milhão de brasileiros já usam ensino a distância.

Objetivamente, buscaremos apresentar razões para que as organizações educacionais reserve tempo e recursos na implantação de uma plataforma que viabilize a EAD. Já são há muito conhecidos os grandes atrativos dessa modalidade de ensino: flexibilidade, a rapidez e o grande alcance geográfico. Contudo, tais atrativos, parece-nos não ser suficientes, visto que muitas organizações ainda não inseriram na lista de prioridades a criação de sua plataforma EAD. Veja bem! Usamos a expressão “plataforma” não por acaso, pois estamos falando de um sistema de gestão de aprendizagem, desenvolvido a partir de uma metodologia pedagógica para promover o ensino a distância de forma eficiente e bem estruturada.

A plataforma EAD é constituída pelas tecnologias (ferramentas) que permitem que as engrenagens do processo ensino-aprendizagem funcionem.

Uma plataforma EAD é composta pelo conjunto de ferramentas tecnológicas que permitam que os objetivos sejam alcançados. Esse conjunto de ferramentas é assunto para um outro post.

A primeira razão está vinculada à perspectiva de futuro da organização como um negócio que deve crescer no compasso das mudanças e anseios sociais. A EAD está crescendo a cada dia que passa no Brasil. Cresce mais rápido ainda o acesso da população às novas tecnologias. Segundo divulgado em agosto de 2019, pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), o número de brasileiros que usam a internet subiu de 67% para 71% da população, o que equivale a cerca de 127 milhões de pessoas. Então, cresce também o número de alunos que podem ser atendidos através das plataformas EAD. Ou seja, os cursos oferecidos pelas organizações de ensino podem ter hoje uma abrangência muito maior, pois podem ser acessados de qualquer lugar. Esta é uma questão muito valorizada por pessoas que optam por realizar os estudos na modalidade a distância, pois têm acesso a cursos que, provavelmente, não teriam em suas regiões. Dessa forma, as organizações educacionais podem ter um alcance geográfico do tamanho do Brasil.

O uso adequado das tecnologias educacionais impulsiona a organização. O objetivo é estar na frente, respeitando sua missão e visão de futuro.

A segunda razão é social. Na verdade, de inclusão social. As tecnologias da informação e comunicação (TICs) potencializam a ampliação dos recursos disponíveis para a aprendizagem. Isso favorece a aplicação de estratégias pedagógicas que atendam às diversas correntes de aprendizagem. Possibilita, também, a incorporação de metodologias adequadas e ativas que incentivam uma maior participação do aprendiz em seu processo educacional.

Os dados da nova realidade brasileira, em 2018, expressam que a inclusão está progredindo:

  • o acesso da população em geral à internet, foi de 67%, sendo 71% em cidades e 44% em áreas rurais;
  • o número de usuários de smartphones chegou a 71%;
  • e o tempo de conexão por dia atingiu a marca de 9 horas.

E existe um esforço mundial para que esses números cresçam. A Agenda 2030 das Nações Unidas adota como diretriz essencial a de “não deixar ninguém para trás” no caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.

E é lógico que, considerando que as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e a Internet podem contribuir para acelerar o desenvolvimento humano, é crucial que elas estejam ao alcance de todas as pessoas.

Em terceiro lugar, destacamos o incentivo ao comprometimento estudantil. Autonomia e disciplina são características de estudantes de EAD, podendo ser desenvolvidas através de ações pedagógicas adequadas. A implantação da plataforma EAD pode viabilizar tais ações pedagógicas. É imprescindível, entretanto, que não se inverta a relação entre pedagogia e tecnologia. A tecnologia deve ser escolhida para cumprir o objetivo pedagógico, a serviço da aprendizagem, e não o contrário.

É fato: os mais jovens já usam bastante e há muito tempo as novas tecnologia. O papel do educador, na educação presencial ou em ambientes virtuais não mudou: direciona-los durante todo o processo de ensino-aprendizagem.

Finalmente, a plataforma adequada apoia e complementa o ensino presencial em qualquer dos segmentos, principalmente o ensino superior, em que os alunos, em sua maioria, trabalham. Os dados anteriormente apresentados evidenciam que a base das interações dos alunos está na tecnologia, que influencia seus comportamentos, diálogos e maneiras de aprender. Os professores que conseguem tornar os assuntos atrativos por meio dos recursos tecnológicos estão muito à frente daqueles que se limitam às práticas e estratégias exclusivamente presenciais. Contudo, esses professores precisam estar capacitados e a organização educacional deve ter a estrutura tecnológica e um programa de formação continuada dos profissionais de educação (não apenas os professores). Trata-se de um conjunto de ações que integram toda a comunidade escolar.

A sala de aula é potencializada com o uso das novas tecnologias. Professores e alunos podem usufruir de tudo que está disponível na nuvem.

Um ponto fundamental e que não foi mencionado até agora é o papel central da família do educando no processo ensino-aprendizagem. É um clichê de longa monta afirmar que cabe à família grande parte da responsabilidade no sucesso de um empreendimento educacional. Infelizmente, na maioria das vezes a integração escola-família se resume às reuniões periódicas, normalmente para “apagar incêndios” ou resolver conflitos entre professor e aluno.

A boa notícia é que uma plataforma adequada amplia as possibilidades de interação da família no processo de aprendizagem e permite o acompanhamento dos alunos, a distância, pelos seus responsáveis. Isso se torna possível, inclusive em tempo real, verificando frequência e participação efetiva nas atividades. Eventos on-line também podem ser usados para essa integração da comunidade escolar. As possibilidades são infinitamente ampliadas pelo uso adequado de uma plataforma.

Não poderíamos deixar de mencionar a importância das ações governamentais na implementação de medidas que viabilizem o acesso de todas as comunidades à Internet. A sociedade do conhecimento necessita de larga inclusão digital. Sobre isso, trazemos algumas informações a seguir.

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) debateu, adotou e publicou em 2009 os Princípios para a Governança e Uso da Internet no Brasil, voltados também a embasar e a orientar suas ações e decisões. Eles preconizam, entre outros pontos, a universalidade da Internet:

“o acesso à Internet deve ser universal para que ela seja um meio para o desenvolvimento social e humano, contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e não discriminatória em benefício de todos”.

Isso se coaduna à já citada Agenda 2030 das Nações Unidas, que adota como diretriz essencial “não deixar ninguém para trás” no caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.

Desafios a superar:

  • o custo de acesso às tecnologias,
  • a falta de habilidades para uso de dispositivos digitais,
  • a carência de disponibilidade das tecnologias
  • e as barreiras de acessibilidade quando se vai a um site Web.

A Recomendação sobre Recursos Educacionais Abertos (REA) traz uma importante contribuição à sociedade, ao apresentar um panorama sobre o acesso e o uso das TIC por pessoas com deficiência. Apresenta também um cenário da acessibilidade Web no Brasil, por meio de estudos nos setores governamental, educacional e comercial, contribuindo para um debate informado, essencial para orientar o desenvolvimento da rede no futuro.

No campo da educação, o Compromisso de Cali para a equidade e a inclusão na educação, de 2019, exige a coordenação e a harmonização de esforços para alcançar práticas educacionais inclusivas a alunos com deficiência, assim como abordagens transversais na formulação de políticas públicas a fim de garantir que todos tenham acesso à educação de qualidade, inclusive por meio de tecnologias digitais.

E não param por aí. O Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br, apresenta muito mais no caderno “ACESSIBILIDADE E TECNOLOGIAS: um panorama sobre acesso e uso de Tecnologias de Informação e Comunicação por pessoas com deficiência no Brasil e na América Latina”. Vale a pena baixar.

Então, gestor? O que você está esperando para dar o primeiro passo em relação ao alinhamento da sua organização com o futuro tecnológico cada vez mais presente da EAD? O que você está esperando para implantar a plataforma adequada ao sucesso do seu empreendimento educacional?

A plataforma EAD adequada a sua organização:

  • Oferece diferentes recursos: é onde acontecem as interações e estudos; leva as ações educacionais para além de paredes e muros; possui várias ferramentas de aprendizagem que podem ser acessadas por estudantes com segurança; viabiliza a disponibilização dos conteúdos das mais diversas maneiras, auxiliando no ensino e ampliando as condições de aprendizagem; trata as dúvidas por meio dos mais variados recursos disponíveis na Web; estimula a interação de formas diferenciadas, proporcionando motivação extra para o estudo.
  • Gerencia os conteúdos: de um curso on-line ou disciplina de um curso presencial; conteúdos específicos podem ser acessados e baixados para o computador do aluno, viabilizando a interação e possibilitando que o estudante trabalhe o conteúdo com criatividade.
  • Possibilita o dinamismo: o processo de comunicação é diferente do presencial, mas facilita a conexão autêntica entre professores e alunos, através do usos das ferramentas tecnológicas adequadas, tornando o ambiente tão propício ao aprendizado quanto uma sala de aula convencional.
  • Garante ao aluno o direito de estudar no próprio ritmo: o tempo de cada aluno, na aprendizagem, é diferente, pois cada um tem suas características e necessidades peculiares; obviamente, o cronograma de atividades deve ser proposto e respeitando, mas isso não impede que o aluno defina e gerencie o seu próprio tempo.
  • Facilita o fluxo das atividades escolares: as atividades e os trabalhos podem ser postados em áreas específicas; o professor realiza a correção e, dentro de um prazo determinado, distribui os resultados nos campos destinados.

 

Caro gestor, razões, você já tem. Agora a decisão é sua. Dê agora mesmo o primeiro passo!

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