“Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.” Paulo Freire

As crescentes exigências voltadas para a formação e qualificação profissional, como era de se esperar, chegaram também aos profissionais de educação. Não somente os professores, mas todos os que integram o complexo processo de ensino-aprendizagem (inspetores, técnicos de recursos audiovisuais, orientadores educacionais, gestores e todos os demais) estão envolvidos por essa grande rede de produção, multiplicação e distribuição do conhecimento via realidade virtual. Até mesmo o ensino presencial hoje está matizado com elementos que o inserem na grande rede mundial, através do que se convenciona chamar de “ensino híbrido”. Por essa razão, educadores mais experientes terão muito a acrescentar a seus colegas mais jovens e às organizações educacionais às quais pertencem se estiverem sintonizados com um conhecimento tecnológico que só tende a se tornar mais presente. Ao mesmo tempo, poderão se sentir mais seguros em relação a uma tecnologia que se expande ao ponto de abarcar inteiramente as relações e os processos ligados ao ensino e à aprendizagem em todos os níveis.

Eis algumas razões e vantagens para tais profissionais usarem as tecnologias voltadas à EAD, inclusive como recursos complementares valiosos à educação presencial:

  • Desenvolvem a autonomia: os alunos têm a possibilidade de buscar informações por conta própria.
  • Ampliam as interações: os métodos e estratégias de ensino adequadamente utilizados na EAD possibilitam a troca de experiências entre os alunos, professores, tutores e todos que integram a comunidade escolar ou acadêmica.
  • As aulas e/ou atividades estão sempre disponíveis: qualquer aluno pode acessá-las novamente, e, com isso, aqueles que perderam alguma aula ou não entenderam algum conteúdo poderão revisá-los quando necessário.
  • Os alunos podem estudar em qualquer lugar e horário: têm a comodidade de assistir às aulas, realizar atividades, contribuir com coletas, esclarecer dúvidas e consultar materiais de estudo quando e onde lhes forem mais cômodo.

 

Se você é um educador experiente, só tem a ganhar com recursos tão poderosos. Muitos dos problemas no processo de ensino-aprendizagem hoje são consequência da utilização de uma forma de comunicação que não atinge mais os estudantes da sociedade da tecnologia e informação.

No século XXI, a base das interações entre os alunos está na tecnologia, que influencia seus comportamentos, diálogos e maneiras de aprender. Diante dessa realidade, os educadores que conseguem tornar os assuntos atraentes por meio dos recursos tecnológicos estão cumprindo o seu papel. Engana-se quem pensa que os educadores deixarão de ser importantes e serão substituídos por vídeos, aplicativos ou inteligências artificiais. Muito pelo contrário! Agora, mais que nunca, os educadores podem ampliar suas ações pedagógicas formadoras.

Não há mais limite de tempo (50 minutos de aula) nem limite de espaço (as paredes e muros). Não é mais necessário esperar as reuniões com os responsáveis ou com outros educadores. As tecnologias aproximam as pessoas e ampliam o poder de ação dos educadores. Realmente, as novas gerações têm disponíveis as tecnologias e muita informação (muito mais do que conseguem processar). Porém, informações têm que se transformar em conhecimento. Caso contrário, são apenas dados sem finalidade. Os educadores, principalmente os mais experientes, sabem muito bem fazer isso: transformar informação em conhecimento (ensinar) e ainda, durante o processo, “educar” (construir valores e senso crítico com seus alunos). Ja faziam isso quando não existiam os buscadores da Web (Google, 94,3%, Bing, 2%, Yahoo, 1,1% e Ask, 0,5% são os mais usados no Brasil) e garimpavam as informações nos índices analíticos (sumários), remissivos (termos, expressões ou assuntos) e onomásticos (autores). Indiscutivelmente, fazer educação naquela época era uma arte. Por muitos, era considerado um sacerdócio.

Retornemos às novas tecnologias na educação. Inovar em educação é muito mais que utilizar slides no projetor e usar o e-mail da turma para enviar conteúdo e atividades para avaliação. Os educadores têm que incorporar no processo as tecnologias já usadas pelos estudantes para potencializar o aprendizado deles. É imprescindível, entretanto, que não se inverta a relação entre pedagogia e tecAs novas tecnologias vieram para tornar mais fáceis os caminhos que os educadores experientes conhecem de cor. Na verdade, essas vias se tornam ilimitadas com o uso adequado das ferramentas certas. A inovação proposta pelas novas tecnologias vai muito além da utilização de mecanismos de projeção de conteúdos ou da criação de e-mails para envio de atividades para as turmas. Os educadores têm que incorporar no processo as tecnologias já usadas pelos estudantes para potencializar o aprendizado deles. É imprescindível, entretanto, que não se inverta a relação entre pedagogia e tecnologia. A tecnologia deve ser escolhida para cumprir o objetivo pedagógico, a serviço da aprendizagem, e não o contrário. Quais tecnologias? A resposta não é tão simples, porque o processo ensino-aprendizagem é complexo. A escolha das ferramentas depende de um conjunto de fatores. nologia. A tecnologia deve ser escolhida para cumprir o objetivo pedagógico, a serviço da aprendizagem, e não o contrário. Quais tecnologias? A resposta não é tão simples. Por que? Porque o processo ensino-aprendizagem é complexo. A escolha das ferramentas dependem de um conjunto de fatores. Necessitamos ter a respostas certa para algumas questões importantíssimas:

  • Que objetivos desejo alcançar?
  • Quais as tecnologias disponíveis para que esses objetivos sejam alcançados?
  • Quais destas tecnologias os estudantes têm acesso?
  • Eu tenho o domínio suficiente e necessários para usar as tecnologias escolhidas?
  • A organização educacional onde atuo me dará o suporte necessário ou irei empreender por conta própria?
  • Em meio as dúvidas, eis a luz que ilumina o caminho: a educação.

 

Em momento algum dissemos que seria fácil. Educar não é fácil. Por isso, os mais experientes estão em vantagem. Você, talvez, só tenha um problema: o medo de errar. Isso as novas gerações da sociedade da tecnologia e informação não têm. Elas não leem manuais para aprender a usar uma máquina ou um software. Elas aprendem (rápido) através do método tentativa e erro. Elas sabem usar muito bem o “Ctrl+Z”: erram e com essas duas teclas voltam ao estado anterior. E tentam outra vez. Elas sabem que têm o Google, o YouTube ou alguém conectado em algum fórum para socorrê-las e não perdem tempo.

Já pensou se a gama de “assessores” virtuais em ação para auxiliar o enorme contingente de pessoas “perdidas” todos os dias no emaranhado da rede virtual fosse composta de educadores? Infelizmente, isso não acontece. No entanto, se um educador estivesse “do lado de lá” da tela, prestes a socorrer um estudante que utiliza “Ctrl+Z” indiscriminadamente, sem pensar a respeito, seu mérito poderia ser auxiliar na formação de um pensamento crítico que acompanhasse a autonomia desse estudante. Assim, tal estudante poderia se servir das benesses da tecnologia desenvolvendo a sua capacidade de pensar. Alguém experiente na prática educacional e que dominasse a tecnologia de rede faria uma enorme e significativa diferença na aprendizagem de um jovem.

Escolher a direção certa é fundamental. Buscar ajuda é a solução.

Por tudo isso, a Point EAD acredita que o educador pode e deve ter pleno conhecimento das ferramentas corriqueiras disponíveis no ambiente virtual, inclusive do método de tentativa e erro. Sua prática pedagógica especializada irá garantir um uso adequado desse método, tanto em suas pesquisas individuais, quanto em suas intervenções no auxílio de outrem. Nós, da Point EAD, estamos prontos a oferecer as informações e os recursos necessários ao seu sucesso nesse empreendimento.

E não basta aprender a utilizar algumas ferramentas. É necessário ter em mente que o ciberespaço e suas possibilidades são muito dinâmicos. Hoje, novas tecnologias surgem, comprem seu papel e saem de cena, sem saudosismo por parte das gerações que as usaram. O educador contemporâneo tem que se inserir nessa dinâmica: estar sempre disposta a aprender, ser resiliente diante dos obstáculos (pois, como antes, continua na linha de frente) e nunca esquecer que a qualidade das ações pedagógicas, na EAD, deve ser avaliada visando mensurar os resultados obtidos e verificar se estão de acordo com os objetivos pré-definidos. É fundamental que, continuamente, sejam aferidas a eficácia e a aplicabilidade das ações educacionais, bem como a necessidade de entender como as estratégias de aprendizagem são utilizadas por estudantes e educadores, objetivando compreender quais são os processos de aprendizagem subjacentes envolvidos e os fatores influentes.

Se precisar de ajuda, conte conosco!

Referências:

  • Abbad, G.; Zerbini, T., & Souza, D. B. L. (2010). Panorama das pesquisas em Educação a Distância no Brasil. Estudos de Psicologia (UFRN), 15, 291-298.
  • Coll, C., Mauri, T., & Onrubia, J. (2010). A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação – do projeto pedagógico às práticas de uso. In C. Coll &C. Monereo (Orgs.). Psicologia da Educação virtual – Aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação (pp. 66-93). Porto Alegre: Artmed.
  • Mello, C. G. (2017). Estratégias de aprendizagem em ações educacionais a distância: Relação com características da clientela e reações ao curso. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação de Psicologia do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo.
  • Martins, L. B. (2012). Aprendizagem em ações educacionais a distância: fatores influentes no desempenho acadêmico de universitário. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo.
  • Martins, L. B., & Zerbini, T. (2014). Educação a distância em instituições de ensino superior: uma revisão de pesquisas. Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, 14(3), 271-282.
  • Martins, L. B., & Zerbini, T. (2015). Evidências de validade de instrumentos de reações no ensino superior à distância. Revista: Estudos e Pesquisas em Psicologia. Rio de Janeiro, 15(1), 116-134.
  • Pantoja, M. J. & Borges-Andrade, J. E. (2009). Estratégia de Aprendizagem no Trabalho em Diferentes Ocupações Profissionais. Revista RAC-Eletrônica, 3(1), 41-62.Blog Brasil Westcon. Ensino a Distância: Como a Tecnologia Pode Favorecer a Educação?. 2017. Disponível em: Blog Brasil Westcon. Acesso em: 16 jun. 2020.

Deixe uma resposta